Investimento em banco é opção para dekassegui
Poupança, Fundos e Renda Fixa são alguns dos investimentos que os brasileiros no Japão podem fazer. Saiba qual é o ideal para você

Bancos oferecem mais do que a Caderneta de Poupança para quem quer investir no mercado financeiro
Valorização dos principais indexadores nos últimos 11 anos:
1127% Juros (Selic)
140% Dólar comercial
570% IGP-M + 6 % a.a.
512% Ibovespa
fonte: MCA Economy ConsultoriaRenda Fixa, CDI, RDB, CDB, PGBL, VGBL. As letrinhas podem confundir, e muitos fazem cara de dúvida quando se fala em investimentos em bancos. Mas uma tarde de conversa pode ser o suficiente para tirar as principais dúvidas quanto aplicações financeiras, e iniciar qualquer leigo nesse alfabeto bancário. E o mais interessante é que todos esses recursos estão disponíveis também para quem está no Japão, seja utilizando a internet, seja indo a uma agência de banco brasileiro presente no arquipélago japonês.
A maioria dos bancos, privados ou públicos, oferecem basicamente as mesmas opções de investimento. O que muda de uma instituição para outra são as taxas de administração e os nomes dados às diversas opções, principalmente as de renda fixa, por isso é importante pesquisar. É uma boa opção para quem não tem tempo ou disposição para gerir seus investimentos. O dinheiro depositado é convertido em cotas, atualizadas diariamente.
Caderneta de Poupança, Fundos de Investimento, Prazo Fixo e Previdência são os quatro “grupos principais” em que se dividem as opções dadas pelos bancos. Cada caso é um caso e é necessário analisar o perfil do investidor e seus interesses para indicar qual a melhor alternativa. Como afirma Carlo Moratelli, sócio-consultor da consultoria MCA Economy, em São Paulo: “A metodologia de formação de uma carteira de investimentos deve considerar principalmente o objetivo da poupança, ou seja, qual a necessidade financeira futura do poupador. Este fator determinará a composição do nível de risco desta carteira de investimentos a ser formada”.
É importante ressaltar que o histórico de rentabilidades passadas pode ser bastante diferente das rentabilidades futuras.

Poupança, Fundos de Investimento, Prazo Fixo e Previdência são as principais opções para investir
Poupança
A Caderneta de Poupança é a aplicação mais conservadora. É um investimento de pouco risco, com retorno bem pequeno. O rendimento está por volta de 0,75 ao mês e não é preciso pagar imposto de renda sobre sua rentabilidade. A CPMF (taxa cobrada em qualquer movimentação bancária) é devolvida caso a aplicação fique depositada por mais de três meses em bancos públicos ou seis meses em bancos particulares. A liquidez geralmente é de 30 dias: se o investidor sacar o dinheiro antes desse prazo, não recebe a remuneração.
Fundos de Investimento
A maioria das pessoas que procura os bancos aplica em Fundos de Investimento, que são os investimentos mais comuns do mercado. Para facilitar, o modo mais fácil de entender o que é um título de renda fixa é imaginar cada título como um empréstimo. Cada vez que você compra um título de renda fixa você está basicamente emprestando dinheiro ao emissor do título (que pode ser o seu banco, uma empresa ou o governo). Os juros nada mais são do que a remuneração que você recebe por emprestar seu dinheiro. É um investimento indicado para quem quer diversificar seus investimentos com a orientação financeira de especialistas. Cada banco oferece uma gama bastante diversificada desse tipo de fundo. Cabe ao investidor escolher o que mais lhe agrada.
Os fundos de renda fixa podem ser divididos em referenciados, não referenciados e genéricos. Sobre esse tipo de investimento incide o imposto de renda, que progressivamente vai diminuindo até uma taxa de 15% em dois anos. Ou seja, quem escolheu esse tipo de fundo terá que pagar no imposto de renda um mínimo de 15% do rendimento ou do valor do resgate que realizar se deixar o dinheiro aplicado por pelo menos dois anos. Quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, menor será o imposto cobrado. Trata-se de um investimento de baixo risco.
Os fundos cambiais buscam acompanhar a variação do dólar, mas em épocas de quedas de cotação da moeda, não são recomendáveis.
Existem ainda os fundos multimercados, que adotam estratégias combinadas nos mercados de renda fixa, câmbio e ações para buscar um rendimento superior à taxa de juros do mercado. Devido à possibilidade de apresentar perdas de capital, é muito importante avaliar a capacidade de quem decide sobre as estratégias.
Os fundos referenciados estão atrelados a algum índice, como o Ibovespa, dólar, CDI. Um exemplo é o Fundo DI, que acompanha a variação da CDI. Esses fundos têm um perfil bastante conservador e são recomendados quando a taxa de juros do país – no caso do Brasil, a Selic – está alta. A Selic é a taxa de juros básica do governo que serve de referência para todas as outras taxas de juros do país
Os fundos não referenciados não seguem desempenho de um índice específico e incluem os fundos de renda fixa tradicionais, cujo retorno varia de acordo com a estratégia adotada pelo gestor do fundo. Já os fundos genéricos visam um perfil de investidor mais agressivo.
Como afirma Douglas Renato Pinheiro, professor das Faculdades Integradas Rio Branco, “se a Selic está alta, melhor para quem tem investimento em fundo DI. Se a Selic sofre quedas, melhor para quem investiu em renda fixa”. Como o governo tem diminuído a taxa Selic periodicamente, o momento é mais propício para investir em renda fixa. O governo baixa a Selic para conseguir um crescimento econômico efetivo, visto que com a taxa de juros muito alta, os investidores migram do setor produtivo para o setor fincanceiro, uma vez que ele renderia melhores resultados. Com a taxa Selic menor, é mais garantido que o setor produtivo receba mais investimentos e a economia não fique estagnada. “O Brasil possui a maior taxa de juros real do mundo, por volta de 12%”, afirma Pinheiro.
Prazo Fixo
RDB e CDB são siglas que fazem parte desse tipo de investimento.
Os CDB são títulos emitidos por bancos com o objetivo de captar recursos em troca de uma taxa de juros que pode ser pré ou pós-fixada. Ou seja, é como se o investidor emprestasse dinheiro para o banco, que por sua vez o empresta para outras pessoas por uma taxa maior. Esta é uma das principais fontes de receita dos bancos.
No CDB pré-fixado, é possível saber antecipadamente qual taxa de juros que se vai receber no vencimento deste papel. Por exemplo, alguém que tenha aplicado mil reais por 360 dias com juros de 15% ao ano, receberá, no dia do vencimento, 150 reais menos o imposto de renda.
No CDB pós-fixado só é possível determinar o valor do ganho no final do período. Neste caso as taxas de juros têm como referência os juros praticados entre os bancos, ou seja, os juros que os bancos cobram para emprestar dinheiro entre eles, e essas taxas variam diariamente. Quanto maior a taxa Selic, maior o seu rendimento mensal. Um investimento pós-fixado é o mais adequado para quem espera um aumento da inflação.
Os RDBs (recibo depósito bancário) têm as mesmas características de um CDB, com a diferença de que não há negociação antes da data do seu vencimento, ou seja, você não pode resgatar seu dinheiro antes do prazo de vencimento que normalmente varia de 30 a 180 dias.
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