Embaixador sugere criação de posto
Cônsul-geral em Nagoya gostaria que a cidade abrigasse um posto consular

O embaixador Geraldo Affonso Muzzi (à dir.) mostra um livro sobre o Brasil ao prefeito de Hamamatsu, Yasuyuki Kitawaki
Em sua primeira visita oficial a Hamamatsu (Shizuoka), o embaixador Geraldo Affonso Muzzi, cônsul-geral em Nagoya (Aichi), sugeriu que a cidade poderia abrigar um posto consular em função do grande número de brasileiros morando na região. O diplomata fez a declaração durante um encontro com o prefeito Yasuyuki Kitawaki, que mostrou-se agradecido pelo fato do órgão realizar o Consulado Itinerante uma vez por ano em Hamamatsu, beneficiando a comunidade.
Muzzi deixou claro que se trata apenas de uma idéia. Não há nenhum projeto a respeito. O posto consular teria autonomia para expedir documentos e poderia funcionar três vezes por semana com funcionários do próprio consulado de Nagoya. O prefeito lembrou que em 2004 surgiu forte movimento em Hamamatsu depois que o Itamaraty divulgou um projeto de criar um terceiro consulado no Japão. Além de Hamamatsu, Osaka e Hiroshima entraram na disputa, mas o governo mudou de idéia.
O embaixador sugeriu ainda que Hamamatsu deveria se tornar cidade-irmã de algum município brasileiro. “Realmente isso ainda não existe, mas temos feito muito intercâmbio, a exemplo de dois pianos que foram doados recentemente em Mogi das Cruzes (SP)”, disse Kitawaki. Além disso, o prefeito foi convidado para participar das comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil, em 2008. No Rio de Janeiro, ele estará em um evento nas praias de Copacabana e Ipanema, onde pipas gigantes, tradicionais de um festival de Hamamatsu, serão empinadas.
Reportagem: Claudio Endo, de Shizuoka
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