Brasileiros passam pelo desafio de aprender o idioma japonês
Leia depoimentos de pessoas que aprederam japonês de formas diferentes
Apesar da falta de tempo disponível, há brasileiros que se desdobram para aprender o idioma japonês, uma dedicação que é recompensada com o surgimento de melhores oportunidades de trabalho e com a facilidade de comunicação no dia-a-dia. Num momento em que o governo japonês estuda a possibilidade de condicionar ao aprendizado do idioma a renovação do visto de longa permanência para estrangeiros, o assunto torna-se ainda mais importante.
Para quem não tem como pagar por cursos particulares, em muitas cidades japonesas há cursos de japonês gratuitos ou a preços simbólicos, promovidos por prefeituras ou associações de intercâmbio. Geralmente, as aulas são ministradas por voluntários japoneses aos finais de semana - dias em que a maioria dos estrangeiros não trabalha e tem tempo para se dedicar ao aprendizado do nihongo.
O jornal Tudo Bem localizou quatro brasileiros que, de maneiras distintas e em prazos diferentes, aprenderam ou estão aprendendo o idioma. Alguns optaram por cursos e outros aprenderam “na marra”, trabalhando em ambientes onde há muitos japoneses. Entre os casos retratados, há apenas uma unanimidade: a conclusão de que o domínio do idioma abre portas no trabalho e possibilita a integração social com os japoneses - além, é claro, de facilitar a comunicação nas mais diversas situações do dia-a-dia. Acima de tudo, estes exemplos endossam a importância do nihongo e comprovam que aprender japonês não é nenhum “bicho de sete cabeças”.
Flávio Okino“Vim para o Japão pela primeira vez em 1996 e demorei para me comunicar e, hoje, mesmo não sendo fluente, reconheço que o idioma é muito importante no trabalho e no dia-a-dia.
Nestes dez anos, nunca estudei nihongo em curso e aprendi “na marra”, convivendo com os japoneses nas fábricas em que trabalhei.”
Flávio Okino, 24 anos, de Nagahama (Shiga)
Maria das Dores Honda“Cheguei no Japão há quatro meses e estudo japonês há dois meses. É a minha primeira experiência aqui e leciono história numa escola brasileira.
Comecei o estudo para me comunicar melhor com alunos que sempre foram em escola japonesa. ”
Maria das Dores Honda, 51 anos, de Oizumi (Gunma)
Massaru Kubagawa“Comecei a estudar japonês depois de um ano de Japão. Já faz um ano e melhorei a comunicação na fábrica.
Saber o idioma significa ter vida social e melhor relação com o chefe que confia em você, conseguindo, inclusive, mais hora extra. As portas se abrem mais quando você estuda, não ficando isolado.”
Massaru Kubagawa, 45 anos, de Oizumi (Gunma)
Katsuji Watanabe Junior“Em janeiro deste ano, mudei de emprego, para um que exigia o domínio do nihongo. Eu me senti mais motivado a aprender o nihongo depois que as portas se fechavam por eu não falar japonês.
Passei a estudar diariamente, pagando até 100 mil ienes por mês em aulas particulares, que vejo como investimento.”
Katsuji Watanabe Junior, 32 anos, de Nagoya (Aichi)
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94 mil brasileiros já conseguiram o visto permanente
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