Esportes

Estrelas brasileiras do jiu-jítsu brilham no Japão

Kron Gracie e André Galvão faturam duas medalhas de ouro cada durante o Rickson Gracie Cup, primeiro torneio da recém-criada federação japonesa

Claudio Endo
10.05.2008

Kron Gracie enfrentou, na final do absoluto, Edmundo Cavalcanti Júnior que, apesar de ter 20 quilos a mais, acabou perdendo a luta

Nenhum resultado muito surpreendente pôde ser visto no decorrer do Rickson Gracie Cup, realizado segunda-feira 5 em Hamamatsu (Shizuoka). Foi a primeira competição oficial organizada pela Federação de Jiu-Jítsu do Japão (JJFJ), criada há três meses, e que teve a participação de 60 academias – brasileiras e japonesas – e cerca de 500 atletas.

O faixa-marrom Kron Gracie, campeão pan-americano e filho do mestre que deu nome ao torneio, faturou duas medalhas de ouro nas categorias médio e absoluto. Já André Galvão, faixa-preta e também campeão mundial e pan-americano, venceu nas categorias meio-pesado e absoluto.


Rickson Gracie e Takamasa Watanabe, respectivamente presidente e diretor geral da Federação, cumprimentam o público que prestigiou os confrontos

Como era previsto, Galvão acabou enfrentando o ex-colega de equipe do Brasil, Eduardo Telles, na final do absoluto. “Foi muito difícil pegar um adversário que já foi meu professor e também é um excelente amigo. Mas sempre deixamos combinado que em uma competição devemos esquecer quem está na frente e ir para cima. Para mim não fez diferença nenhuma, mas depois da luta a gente acaba se descontraindo e brincando um com outro”, conta o campeão. De fato, depois da vitória técnica, Galvão foi abraçar Telles como bons amigos.

Na categoria marrom absoluto, Kron disputou a final com o brasileiro Edmundo Cavalcanti Júnior, que treina no Japão pela academia Rocha Jiu-Jítsu. Apesar da diferença de peso – 79 quilos do filho de Rickson contra 100 quilos do oponente –, a luta se definiu somente nos últimos segundos com vantagem do campeão. “O adversário era grande e teve uma hora que bati minha cara na cabeça dele e fiquei tonto. Foi uma luta muito difícil”, admite Kron, que contou com a companhia do pai em todas as disputas.

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