Autoridades discutem a educação das crianças brasileiras
Brasil se responsabilizaria em fornecer passagens para educadores bilíngües, e Japão arcaria com as demais despesas
O embaixador do Brasil, André Amado, e o governador da província de Shizuoka, Yoshinobu Ishikawa, que pretende trazer educadores bilíngües para as crianças estrangeirasNo último dia 8 de maio, o embaixador do Brasil, André Amado, recebeu a visita do governador da província de Shizuoka, Yoshinobu Ishikawa, na sede da diplomacia brasileira, na cidade de Tokyo. No encontro, foram discutidos uma série de temas ligados à vida dos dekasseguis brasileiros.
À frente da província com o segundo maior contingente de brasileiros no país (mais de 50 mil habitantes), o governador se mostrou especialmente preocupado com a educação das crianças da comunidade. “No ano passado estive no Brasil para celebrar os 50 anos da associação da província de Shizuoka, e me encontrei com o vice-ministro da educação para discutirmos sobre a situação dos jovens brasileiros que estão aqui. Hoje, tive uma conversa a respeito deste mesmo tema com o embaixador Amado”, afirmou Ishikawa. A principal proposta consiste em trazer educadores bilíngües para ministrar aulas às crianças estrangeiras. O Brasil se responsabilizaria em fornecer as passagens aéreas, e o Japão arcaria com o custo de vida desta nova mão-de-obra especializada, que atuaria nas escolas.
Sobre a questão educacional, André Amado deixou bem clara a posição do governo brasileiro a respeito deste recorrente tema. “Toda a ação das autoridades japonesas para proteger brasileiros é muito bem-vinda, nós achamos que corresponde ao governo japonês fazer isso, já que os dekasseguis foram convidados por eles a vir ao Japão.”
Consulado
Outro ponto abordado pelo governador japonês foi a possibilidade de instalar uma nova sede do consulado brasileiro em Hamamatsu, capital da província. Ishikawa deixou claro o desejo – tanto da província quanto do município – de abrigar a unidade consular dentro dos limites da cidade, conhecida por ser o lar e, até hoje, um dos princiais destinos dos brasileiros que vão trabalhar em terras nipônicas.
O embaixador Amado, porém, deixou claro que o governo brasileiro ainda não decidiu se uma terceira unidade consular será mesmo construída em terras nipônicas. Caso o projeto seja concretizado, ele coloca que as chances de o município ser escolhido são grandes. “Hamamatsu é uma séria candidata, mas isso dependerá muito da questão da receptividade da cidade aos brasileiros que ali vivem. Isso deve influir muito no momento da decisão final.”
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