Acusados de incêndio são condenados
5 dos 6 acusados de negligência por um incêndio que matou 44 pessoas em Tokyo em 2001 foram considerados culpados pela justiça

Familiares das vítimas acompanharam de perto o julgamento e comemoraram a decisão em uma coletiva de imprensa
A corte distrital de Tokyo considerou cinco pessoas culpadas de negligência profissional resultando em morte e ferimentos por um incêndio que matou 44 pessoas em 2001, em um prédio do bairro de Kabukicho em Tokyo. Uma outra pessoa indiciada foi absolvida de todas as acusações.
Os seis acusados, todos os quais alegaram não ter culpa, incluíam Shigeo Segawa, 66 anos, diretor da empresa Kurume Kosan, que administrava o prédio de quatro andares, Kazuo Yamada, 56 anos, presidente da companhia, assim como dois locatários de lojas no prédio Shinjuku Ward. Os outros dois são Yoshiji Izawa, 48 anos, que dirigia uma casa de mah-jongg, e Masayuki Goto, 34 anos, dono de um restaurante.
Prisão
Teruji Matsumoto, 41 anos, dono da casa de mah-jongg, recebeu pena de dois anos, enquanto seu funcionário foi considerado inocente pela corte.
Segundo o juiz Masanori Hatoko, “os acusados estavam em busca de lucros rápidos a qualquer preço e não se preocupavam com a segurança.” Porém, ele considerou que o funcionário não foi culpado pois “ele apenas trabalhava para o diretor e não possuía discernimento e autoridade para questões de segurança”.
Uma vez que a polícia acredita que o incêndio foi criminal, o foco do julgamento foi se os acusados poderiam ter previsto o fogo e se eles deviam ser considerados culpados por negligência por não terem seguido as diretrizes de controle de incêndio. A investigação sobre o culpado do incêndio continua em andamento, mas nenhum suspeito foi encontrado.
Negligência
Os promotores buscavam a pena de três a quatro anos de prisão e argumentaram em suas considerações finais que o total de mortos foi enorme pelas múltiplas violações das leis de incêndio encontradas no edifício, como não instalarem portas de incêndio e sistemas de controle de fumaça.
“Se os sistemas de segurança corretos estivessem instalados, o fogo poderia ter sido pequeno”, disseram. “No entanto, a negligência dos acusados causou um desastre sem precedentes na história dos incêndios ocorridos no Japão”.
Mortos e feridos
O fogo começou à 1h do dia 1 de setembro de 2001, e matou consumidores e funcionários das lojas do prédio Meisei 56, no bairro de Shinjuku. Além dos 44 que morreram, muitos sofreram graves intoxicações pela fumaça e outras três pessoas se feriram ao saltar de janelas.
De acordo com os promotores, os seis acusados não instalaram janelas anti-fogo e as saídas de emergência estavam lotadas de lixo, o que impediu que os consumidores e funcionários evacuassem imediatamente.
Em 2006, Segawa e Yamada concordaram em pagar um total de 800 milhões de ienes como compensação às famílias de 33 das 44 vítimas, acabando com processos de reparação.
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